Por Onde Anda,

Por Onde anda? Vitaly Petrov, 'o foguete de Vyborg'

9/22/2018 F1 Fanático 0 Comentarios


Já disse inúmeras vezes nesse sáite, mas não custa repetir: Tem piloto na F1 que só precisam de um GP para fazer história. E nesse caso, isso também se aplica a Vitaly Petrov, nome que causa calafrios em Fernando Alonso até hoje!

Nascido em 8 de setembro de 1984, Petrov começou no automobilismo nos rallys e provas de corrida no gelo aos 14 anos, já que o kart quase não existia em Vyborg, cidade onde nasceu. Em 2001 entrou na Lada Cup e em 2002 se tornou campeão da categoria. 

Em 2003, rumou para os monopostos e para maximizar sua adaptação aos carros, fez vários campeonatos: correu F-Renault italiana, na europeia, na winter series e na inglesa, e na euro F3000, tudo no mesmo ano, mas sem muito brilho 

em 2004 voltou para Rússia onde disputou o Lada Revolution, foi vice-campeão e no ano seguinte venceu o campeonato e a Fórmula 1600 russa.Em 2006 ele voltou a se focar nos monopostos europeus e correu na Euro F3000, terminando em terceiro no campeonato. Em 2006 também estreou na GP2, no lugar de um piloto que tinha perdido o seu patrocínio, coisa que Petrov tinha pra cacete.

Em 2007, disputou uma temporada completa na GP2, onde conseguiu sua primeira vitória na categoria terminando em décimo terceiro na classificação final. Em 207 também estreou nas 24 horas de le mans e ainda disputou a Le Mans Series. Em 2008 terminou em sétimo e em 2009, ele foi vice-campeão perdendo o título do campeonato para Nico Hulkenberg. E chegou a hora do russo ir para F1. 

Ele foi para a Renault em 2010, se tornando o primeiro piloto russo a chegar à fórmula 1. Ele seria companheiro de equipe de Robert Kubica. ele pontuou pela primeira vez no GP da China, com um sétimo lugar. Após um jejum de seis corridas, voltou a pontuar no GP da Grã Bretanha(10º), Hungria (5º) e Bélgica (9º) e depois ele foi discreto até o último GP da temporada, Abu Dhabi.


Com um equilíbrio nunca antes visto, quatro pilotos tinham chances de título. Webber e Vettel da Red Bull, Hamilton da McLaren e Alonso da Ferrari. O australiano e o espanhol tinham melhores condições e Vettel corria por fora. Na corrida, após uma entrada do SafetyCar por conta d euma batida de Schumacher e Liuzzi, seis pilotos resolveram torcar pneus ao fim da primeira volta, Petrov estava entre eles.

Alonso resolveu marcar Webber parando junto com o australiano e ignorando Vettel . Com isso, Alonso voltou na frente de Webber, mas atrás de Petrov, que era o sexto colocado. 

Vettel estava em primeiro e Alonso precisava de um quinto lugar no mínimo para se sagrar campeão, mas ficou quarenta voltas fungando no cangote de Petrov, que resistiu bravamente - e o circuito que não tem lugar para ultrapassar ajudou - e mante ali Alonso em sétimo, garantindo o primeiro dos quatro títulos mundiais para o menino Vettel, que deve ter dado metade do bicho da vitória para o russo em agradecimento. Petrov terminou em décimo terceiro no campeonato com 27 pontos.
Alonso mandando aquele gesto bacana para o Petrov em agradecimento por ter fudido com a chance de título dele

Em 2011 Petrov continuou na F1 e sua equipe tinha mudado de nome para Lotus. Kubica seria seu parceiro, mas um acidente no rally quase o deixou sem o braço e com isso, Nick 'Barba' Heidfeld foi seu companheiro de equipe. E logo na primeira corrida de 2011, ele foi ao pódio, o melhor resultado da carreira. E advinha quem ficou em quarto? Fernando Alonso...


Petrov pontuou na China (9º), Turquia (8º), Canadá (5º), Alemanha (10º), Bélgica (9º) - Já com um novo parceiro, Bruno Senna, porque o Barba Heidfeld deu vexame e levou pau do russo - Japão (9º) e Brasil (10º). Petrov terminou em décimo com 37 pontos, mas a Lotus anunciou que Primeiro sobrinho e Petrov podiam pegar seus paninhos de bumbum já que a equipe tinha contratado Kimi Raikkonen e Romain Grosjean

Bruno Senna cavou aquela vaga na Williams; Já Petrov sobrou apenas uma vaga na gloriosa Caterham, sendo parceiro de equipe do também glorioso Heikki Kovalainen. Um ano bem difícil, que o melhor resultado foi o décimo primeiro lugar no GP do Brasil, batendo na trave, mas garantindo o décimo lugar dos construtores para a equipe do Tony Fernandez. Mas em 2013, mais uma vez Petrov foi chutado por dois caras com mais grana, o inesquecível Charles Pic e Giedo Van Der Garde.


2013 foi um ano sabático para o russo, que coçou o saco até 2014, quando foi para DTM onde não fez merda nenhuma. Em 2015 foi para as provas de endurance, correndo na WEC e nas 24 horas de Le Mans, equipe russa de LPM2 SMP, onde está até hoje, mostrando o seu talento em segurar carros mais rápidos que estão disputando o título.

Ele tem um blog, pra quem quiser acompanhar sua gloriosa carreira https://www.vitalypetrov.net/


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