Allen Berg,

Por Onde anda? Allen Berg, o 'azarado'

6/04/2018 F1 Fanático 0 Comentarios


Allen Berg era um piloto canadense esteve no lugar certo na hora errada e por isso sua carreira não decolou como deveria, mas que mesmo com todos os percalços seguiu em frente no automobilismo. Nascido em 1961, Berg após uma carreiras nos kart, se aventurou nos monopostos. em 1980, entrou na Fórmula Ford Canadense, terminando o campeonato em segundo, perdendo o título para Scott Goodyear (quem curte F-indy lembra do que esse indivíduo fez)

na Fórmula Atlantic em 1982, e levou o prêmio de 'rookie do ano'. E no início de 83, ele venceu a Tasman Series, aquela que era muito cobiçada nos 60 pelos pilotos de F1, e embora tenha perdido muito do seu prestígio, ainda era uma boa porta de entrada no automobilismo. Tanto é que ele conseguiu uma vaga para correr na F3 britânica


E na F3 britânica, ele deu um tremendo azar: Ele teria que enfrentar nomes como Martin Brundle e um tal de Ayrton Senna. Em uma temporada dominada pelos os dois pilotos, Berg ainda conseguiu se sobressair um pouco, ainda foi contratado pela equipe Jordan- sim, daqueeeele Eddie Jordan- uma das mais fortes da F3, onde ele venceu uma prova - que Brundle e Senna não correram pois foram disputar uma prova da F3 europeia e um terceiro lugar em Silverstone. terminou o campeonato em quinto.

Em 1984, era o ano de Berg, já sem Senna e Brundle para incomodá-los. Mas aí ele foi derrotado pelo lendário Johnny Dumfries. Sim, ele conseguiu essa proeza. Não venceu nenhuma prova, ficando em segundo ONZE vezes na temporada. O ano acabou, o dinheiro também e ele teve que se virar em 1985, onde correu na obscura fórmula K mexicana.

Em 1986, veio a chance da vida dele. No meio de 1986, Marc Surer sofreu um acidente de Rally e ficou de molho. Christian Danner resolveu pular fora da Osella e substituiu Surer na Arrows e aí Berg, com uma graninha sobrando resolveu apostar tudo e pegou essa vaga na Osella para correr ao lado da lenda Piecarlo Ghinzani

Nas três primeiras corridas, três abandonos, com o último fazendo parte daquele acidente que terminou com a carreira do Jacques Laffite em Brands Hatch. Mas no GP da Alemanha, ele consegue completar a prova em décimo segundo, a quatro voltas do líder! urru! Essa acabou sendo a melhor posição de chegada da carreira na F1


Áustria e Hungria, mais abandonos e na Itália, perdeu sua vaga para Alex Caffi que trouxe um caminhão de dinheiro só para correr em Monza. Depois Allan Berg voltou para correr em Portugal e após fazer o vigésimo sétimo tempo, ganhou uma autorização especial das equipes para correr, porque, coitado, tava se esforçando e correndo naquela bomba que era a Osella. Terminou em décimo terceiro, sete voltas atrás do líder.



No GP do México, terminou em décimo sexto e em Adelaide, abandonou. Sem mais grana para ajudar os falidos da Osella, Berg ficou sem lugar na equipe, mas sua situação estava boa, pois várias empresas canadenses ficaram interessadas em patrociná-lo, principalmente com a volta do GP do Canadá em 1987. só que ninguém esperava que ele fosse cancelado e aí Berg ficou a pé de vez e viu sua carreira na F1 terminar ali mesmo. chateado, em 87 correu apenas em provas esporádicas.

Em 1988 e 1989 correu na Trans-Am(a quinta série dentro de mim luta para fazer um trocadilho) em 1990 correu em algumas provas esporádicas e quase correu na Andrea Moda, pois corria para o maluco dono da famigerada equipe em 90 nos protótipos. Mas ao quebrar a mão, ele foi substituído por Perry McCarthy e o resto é história...

Em 1991, Berg estrou na DTM e em 1992 foi para o México correr na F2 mexicana, que eram carros de F-Atlantic usados. Em 1993, foi campeão, o único não-mexicano a vencer essa competição. em 1994 correu também na série de protótipos mexicanos e lá competiu com um garoto de 16 anos, um tal de Juan Pablo Montoya. Em 1995, foi para F3 mexicana e em 1997 foi campeão. Em 1998, começou a correu na tal Indy Lights Pan-americana( que a Suzane Carvalho correu inclusive)

Em 1999, ele teve a chance de correr na IRL, mas a grana faltou e ele ficou a pé. Em 2000, ele voltou para o seu querido México, para correr de novo na F3 mexicana. Em 2001 virou dono de sua própria equipe na F3 e Na indy Lights pan-americana, vencendo a última e logo depois encerrando a carreira para virar apenas dono de equipe, levando-a para F-Atlantic americana. Em 2003 vendeu a equipe e se situou em Fontana,Califórnia, onde lançou a sua escola de pilotagem, que funciona até hoje, formando alunos que tem sua prova de graduação em Laguna Seca (que moral,hein?)

  

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