Marc Gené,

Por Onde anda? Marc Gené, o eterno test driver

5/06/2018 F1 Fanático 0 Comentarios




Tem piloto que vai para fórmula 1 e descobre que sua função não é ficar lutando por pontos, acelerando, ultrapassando, essas coisas sem importância. Às vezes o piloto se encontra na maravilhosa função de piloto de testes. Onde você faz uns testezinhos ali e acolá, pode viajar de graça par todos os GPs, umas exibições por aí e ainda pode fazer um bico em outras categorias. Exatamente isso que fez nosso homenageado, Marc Gené

Gené começou sua carreira no automobilismo aos 13 anos, em 1987 no campeonato catalão de kart. E até 91 dominou o kart na Espanha, sendo sempre o representante do país no campeonato mundial. Em 1992 ele pulou para os monopostos, correndo na F-Ford espanhola, onde terminou em quinto. Em 1994, foi para F-3 britânica, mas não fez muita coisa, ficando lá até 1995. Em 96, ele ganhou a obscura FISA Superformula e em 1997 se arriscou na F-3000, onde não conseguiu nada.


E 1998 foi o ano da virada da carreira, pois Gené entrou na categoria estreante chamada World Series by Nissan (na época). Com seis vitórias, o espanhol foi o primeiro campeão desse tradicional campeonato de base que terminou no ano passado. Com isso, ele resolveu dar o passo para a glória de todo piloto, a F1.

Carregando o patrocínio da espanhola Telefónica (que depois de trocentas fusões é a Vivo que conhecemos #JabáGratis) lá foi Gené arrumar uma vaga na F1. E ele conseguiu na Minardi que sem a Tyrrell, ia ser a lanterninha do campeonato de 1999. E mesmo com o pior carro do grid, ele conseguiu bons resultados, como quatro nonos lugares, um oitavo lugar e seu primeiro ponto na F1, no GP da Europa, aquele que o Badoer estava em quarto, e o carro quebrou e ele ficou chorando sob o carro partindo o coração de todo mundo. Gené ficou em sexto.


Em 2000, a Telefónica aumentou a participação na equipe, fazendo um dos carros mais feios da história da F1, o que ninguém sabe até hoje se aquilo era um amarelo marca texto ou um verde vômito nuclear. E Gené seria o primeiro piloto, sendo acompanhado pelo mítico Gaston Mazzacane. E o carro de 2000 conseguiu ser pior ainda do que o de 1999 e os melhores resultados de Gené foram dois oitavos lugares, na Áustria e Austrália. 

Em 2001, sem conseguir vaga como piloto titular, Gené virou piloto de testes da equipe Williams. E ali, ajudando a equipe do Tio Frank a ajustar os carros e o motor BMW, que ele se encontrou, ficando nessa função até 2004 na equipe britânica. Entre 2003 e 2004, ele disputou as últimas provas na carreira na F1: No GP da Itália de 2003, substituiu Ralf Schumacher que teve uma concussão e terminou em quinto, melhor resultado da carreira. Em 2004, entrou novamente no lugar de Ralf Schumacher, que deu uma senhora porrada no GP dos Estados Unidos, nos GPs da França e da Grã Bretanha, mas dois resultados ruins fizeram Tio Frank mandar ele voltar a ficar testando carrinho. Antônio Pizzonia entrou no lugar dele.

Em 2005, veio a grande mudança da sua carreira, atingindo ápice como piloto (de testes). Foi para Ferrari. E encontrou seu amigo Luca Badoer. E paralelo a importantíssima função de piloto de testes, Gené ocmeçou carreira no endurance, primeiro sendo piloto da Peugeot,  onde ganhou as 24 horas de LeMans de 2009 ao lado de David Brabham e Alex Wurz e entre 2012 e 2014, foi piloto da Audi. Em 2015, virou piloto e embaixador da Nissan e (Pasmem!), ele ainda é contratado da Ferrari até hoje, como test driver, quem sem dúvida é o piloto que há mais tempo está na escuderia italiana- Até o Badoer não é mais piloto de testes deles! Agora, o que ele realmente faz na equipe é um grande mistério. Só sabemos que é o melhor emprego do mundo, ganha para não fazer nada!


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