Pedro Paulo Diniz,

Por onde anda? Pedro Paulo Diniz, o maior 'paydriver' brasileiro

11/08/2017 F1 Fanático 0 Comentarios



Lendas não precisam de apenas títulos, precisam deixar apenas sua marca na F1 de alguma maneira para nunca ser esquecido. Veja Pedro Paulo Diniz. Filho do endinheirado empresário Abílio Diniz, resolveu acelerar nesse negócio de ser piloto e estreou em monopostos em 1989, na F-Ford brasileira. Terminou em sexto lugar, migrou para F-3 Sulamericana, que bombava na época e ficou em décimo quinto.

Era hora de desistir, que nada. Com o apoio do seu pai, que na época era do dono do grupo Pão de Acúçar, Pedro Paulo foi para europa correr na F-3 Inglesa. Dois anos por lá, ele conseguiu apenas dois pódios. Desistir? NÃO! Pedro Paulo foi para o próximo passo, que era a F-3000, pela Forti Corse, que era uma equipe Ítalo-brasileira, já que Carlo Gancia, manager de Diniz, tinha comprado ações da equipe. E em dois anos na equipe, Pedro Paulo Diniz conseguiu gloriosos três pontos.

Desistir? Jamais, agora a equipe Forti Corse ia dar o seu maior passo, ir para F1! Sim, e um dos pilotos para a temporada 1995 seria Pedro Paulo Diniz, que seria acompanhado por Roberto Pupo Moreno, muito habituado a andar em carroças.


E mesmo com o caminhão de dinheiro que Pedro Paulo Diniz trazia - US$ 13 milhões - , não dava para esperar muita coisa da equipe. O carro tinha câmbio manual (o único no grid em 1995 e o último na história da F1) e só por isso, já demonstrava que Diniz e Moreno ficariam sempre na última fila do grid. Na estreia do GP do Brasil, Diniz conseguiu largar na frente de uma Simtek e terminou a corrida em décimo lugar (pontuaria hoje em dia), SETE voltas atrás do vencedor, Michael Schumacher.

Nos GP da Argentina e de San Marino, por não conseguir completar mais de 90% da corrida, Diniz não completou a prova. Em Mônaco, Diniz largou em vigésimo segundo, assombrando o mundo. E ainda terminou em décimo lugar, SEIS voltas atrás do vencedor Schumacher. Depois, foram só abandonos, cinco seguidos.Ao menos no GP britânico, Diniz largou em vigésimo, melhor posição do ano.

No GP da Itália, Diniz chegou em nono três voltas(tá melhorando) atrás do vencedor Johnny Hebert. E no GP da Austrália, o último em Adelaide, Pedro Paulo Diniz quase conquista um pontinho com a forti, chegando em sétimo.

Para 1996, Pedro Paulo Diniz viu que com a grana que ele tinha, ele podia comprar um lugar melhorzinho. Então ele quebrou um contrato de três anos que tinha coma Forti e migrou para Ligier. E das dezesseis provas, ele só completou seis. Mas todas as seis ele completou no top 10, conseguindo o primeiro ponto na carreira no GP da Espanha, chegando em sexto. Outro momento marcante foi quando ele quase virou churrasco no GP da Argentina quando a válvula de abastecimento de seu carro quebrou, vazando combustível e deixando o carro uma meiga e singela bola de fogo.. O seu azar foi seu companheiro de equipe, Olivier Panis ter ganho o GP de Mônaco daquele ano, uma das corridas mais loucas da história.


Em 1997, nova mudança de equipe e foi a vez da Arrows receber o caminhão de dinheiro de Pedro Paulo. E ele faria dupla com Damon Hill, já que a Arrows queria voltar a ser grande. Mais uma vez Diniz teve uma temporada com uma cacetada de abandonos e só completou seis provas novamente, Mas no GP de Luxemburgo(que foi em Nuburgring, FUCK THE LOGIC), ele conquistou o melhor resultado da carreira, um quinto lugar. Pelo nessa temporada ele não teve o azar de ver seu companheiro de equipe vencer, mas foi quase. Damon Hill em Hungaroring que o diga...

m 1998, Diniz permaneceu na Arrows e agora tinha como companheiro de equipe Mika Salo naquele carro todo preto que era uma lindeza que só. Apenas cinco provas completadas, mas ao menos foram duas nos pontos. Sexto em Mônaco e quinto em Spa, naquela famosa prova do Rosset strike. 

Em 1999, mais uma mudança, agora para a Sauber. E deu ruim, porque Tom Walkinshaw queria manter o dinheiro de Diniz por mais um ano, e alegou ter uma cláusula no seu contrato que dava prioridade a Arrows para ter Diniz como piloto. Depois d euma longa treta, Diniz pode pilotar para o Tio Peter e liberar seus patrocínios para ele. 

Diniz tinha outro parceiro experiente, Jean Alesi, e ele sofreu mais uma vez com o equipamento, completando 4 das 16 provas no ano. Ao menos ele conseguiu três sexto lugares, nos GPs do Canadá, Grã Bretanha e Áustria, os últimos pontos na carreira dele.


Em 2000 ele estava novamente na Sauber e teria de volta a companhia de Mika Salo. Mas apesar de estar ter completado 10 das 17 provas, Diniz ficou zerado e vendo que Peter Sauber tava querendo arrumar outros pilotos, se chateou e resolveu se aposentar da F1 e comprou 40% da Prost virando sócio do Alain Prost para a temporada de 2001. Dizem as más línguas, que ele tinha cansado de brincar de piloto e queria brincar de chefe de equipe agora...

E em 2001, a Prost estava muito mais para lá do que para cá, com a dupla de pilotos formada por Jean Alesi e Gastón Mazzacane. O argentino manetão saiu e entrou Luciano Burti - seis por meia dúzia- e depois Alesi pulou fora e veio Heinz Harald Frentzen. Burti ainda quase empacota no acidente em Spa e Tomas Enge disputou umas provas.

Mas Diniz ficou p da vida com Prost, achando que ele era um péssimo administrador - o que era verdade- e tentou comprar o restante da equipe para evitar que ela fosse à falência. Não conseguiu e vendeu sua parte para o narigudo novamente no fim de 2001. A Prost acabou falindo e não disputou a temporada de 2002

Pedro Paulo Diniz tinha outros planos e em 2002 já lançou a F-Renault brasileira para ajudar no lançamento de novos pilotos e a categoria conseguiu durar até 2006, já que sem ajuda de da CBA, novidade,  e quando a montadora quis sair ficou difícil.

Outro ramo em que foi muito bem sucedido foi no ramo de namoradas, já que ele foi namorado de Fernanda Lima, Naomi Campbell, Priscila Fantin e Ana Luiza Castro.  Dono de um pousada em Fernando de Noronha, Pedro Paulo Diniz chutou o balde, comprou uma fazenda no interior de São Paulo e resolveu cultivar produtos orgânicos, como sucos sem aditivos e molhos de tomate,  para vender.  Um belo trabalho desse que foi o maior paydriver brasileiro da história. 

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