Michael Andretti,

Temporadas inesquecíveis - Michael Andretti

10/18/2017 F1 Fanático 0 Comentarios



A McLaren fez um grande anuncio no GP da Itália de 1992. Ron Dennis tinha anunciado a contratação do americano Michael Andretti para substituir Gehrard Berger, que iria para equipe dos carcamanos em 1993. O mala do Ron Dennis falou orgulhoso da sua contratação: "Eu acho que ele pode ganhar corrida e ser campeão do mundo"

E Andretti vinha cheio de credenciais. Filho do campeão mundial de 1978, Mario Andretti, Michael vinha de um título da super competitiva F-Indy em 1991 e um vice-campeonato em 1992. Mas era aquele negócio, ele iria para uma McLaren não muito boa: Ia correr com os motores Ford, e ele ia ter como companheiro de equipe um tal de Ayrton Senna para a temporada de 1993. Ele, que era o piloto número 1 da equipe Newman Haas, ia ter que ser o segundão da equipe, afinal, com o carro meio bomba, os melhores equipamentos teriam que ir para o nosso eterno tricampeão de todas as manhãs

Em 1993 outra regra 'quebrou' as pernas de Michael, se antes o piloto podia correr livremente nos treinos livres, foi adicionada uma regra que o piloto só podia dar 23 voltas em treinos livres e 12 em treinos oficiais. Andretti, que não conhecia a maioria dos circuitos e lembrem-se, não tinha simuladores reais, o mais próximo era o super Mônaco GP II do Ayrton Senna, ele teria que se virar nessas 35 voltas às sextas de sábados.

Sua prova de estreia foi no GP da África do Sul em Kyalami, largando em nono e levando 3 segundos do  Senna, que largava em segundo. Na corrida, a aventura de Andretti durou quatro voltas, pois ele conseguiu acertar Fabrizio Barbazza da minardi, que estava atravessado e perdeu uma das rodas e abandonou.

No GP do Brasil, Andretti melhorou ficando em quinto, um segundo atrás de Senna. Mas na largada, ele protagoniza um dos acidentes mais assustadores da década de 90, uma senhora porrada que ele deu após se enroscar com Gehrard Berger, em uma tremenda barbeiragem.



No GP da Europa, largou em sexto e a 0.7s de Senna, mostrando uma clara evolução em voltas lançadas. Mas na corrida, outro abandono na primeira volta ao se enroscar com Karl Wendlinger, o que fez Galvão soltar a célebre frase: 'Quando é que o Andretti vai estrear na Fórmula 1?"

Em San Marino, Andretti mais uma vez largou bem, mas abandonou após rodar na trigésima segunda volta. E a pressão sobre o piloto americano aumentava já que o piloto de testes da McLaren era Mika Hakkinen, doido pra mostrar serviço.

Só no GP da Espanha que Michael conseguiu seus primeiros pontos, um quinto lugar. Mônaco e Canadá ele também completou, mas ficou fora da zona de pontuação, só retornando aos pontos na França, com um sexto lugar.

Mas o filme de Michael estava queimado com o pessoal da McLaren. Com o fato de continuar morando nos Estados Unidos e não na Europa como todos os outros pilotos do grid, Andretti acabava ficando longe da chance de se habituar melhor com o carro e as tecnologias que ainda não tinham na F-Indy, como o câmbio automático ou a suspensão ativa.



E depois do GP da França, três abandonos seguidos de Andretti, dois por acidentes nas primeiras voltas e um por problemas mecânicos. Andretti chegou no GP da Bélgica muito pressionado, e terminou em oitavo lugar. No GP da Itália, o GP que seria sua redenção. Largou em nono, mas terminou no pódio, na terceira colocação.

Mas seu destino já estava selado. Andretti foi sacado da equipe para a entrada de Mika Hakkinen, que disputou as últimas três corridas da temporada.A temporada de Andretti foi considerada um tremendo fiasco e a jogada de marketing de ter um campeão da F-Indy na F1 foi um tremendo tiro no pé.

Mas a família Andretti não aceitou muito bem a demissão. Mario Andretti cortou relações com Ron Dennis por causa da demissão do filho Michael e Marco, filho de Michael, chegou a falar que a McLaren sabotou o pai para colocar Hakkinen e que o pai tinha uma renovação encaminhada para 1994.

O nome Andretti nunca mais voltou à F1. Michael voltou aos Estados Unidos onde seguiu carreira na F-indy e depois virou dono de equipe. Seu filho Marco chegou até testar com a Honda entre 2007 e 2008, mas ficou só nisso e ele também seguiu carreira nos states.


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