Hector Rebaque,

Por onde anda? Hector Rebaque, o...o...é, ele não tem apelido...

10/26/2017 F1 Fanático 0 Comentarios



Se você achava que só nos anos 90 é que começaram a surgir os paydrivers, você chegou na F1 agora, amigo. Nos anos 70, tinha nomes como Hector Rebaque, um jovem mexicano que apereceu no mundo do automobilismo graças a um belo 'paitrocínio', já que seu Rebacão era um rico empresário lá no México.

Aos 18 ele estava disputando as 24 horas de Le Mans ao lado do compatriota Guilhermo Rojas, mas a dupla não completou a prova. No ano seguinte foi para a F2, mas ele deu vexame. Em 1976 ele voltou para os Estados unidos, onde venceu a F-Atlantic e em 1977, aos 21 anos, ele resolveu dar o grande passo para a Fórmula 1

Em 1977, ele pegou a vaga da quase falida Hesketh, que sem James Hunt era só uma nanica qualquer com um carrinho bem ruimzinho. De seis provas, Rebaque só conseguiu se classificar em uma, o GP da Alemanha onde largou em último e abandonou a prova com problemas no motor.

Em 1978, Rebaque resolveu pegar a carteira do pai emprestado e fez a sua própria equipe, a Team Rebaque. Então ele comprou um Lotus 78 e lá foi ele, como dono de equipe/piloto para a temporada de 1978. Mesmo com o carro do futuro campeão da temporada, Rebaque não conseguiu ir muito bem. Nas seis primeiras provas, quatro DNQs e um décimo lugar na África do Sul para recordar. E entre abandonos e DNQs, a temporada de 1978 reservou o primeiro ponto de Rebaque, o sexto lugar no GP da Alemanha. Foi a última vez na F1 que um piloto pontuou pilotando um carro da própria equipe.


Em 1979, ele mais uma vez comprou o chassi da Lotus, o modelo 79. Mais DNQs, abandonos e um sétimo lugar em Zandvoort. No fim do ano, Rebaque lançou o seu chassi próprio, o HR100 feito por Geoff Harris e John Barnard. De três provas, ele só conseguiu largar no GP do Canadá, e ele abandonou.

Em 1980, ele fechou a equipe e ficou desgostoso da F1. Afinal por mais grana que o seu pai tivesse, e mesmo comprando o chassi campeão da Lotus, as coisas não davam certo. Quando sua carreira na F1 parecia terminada, veio a chance de ouro. Tio Bernie Ecclestone tava de saco cheio de Ricardo Zunino, e ele foi demitido no meio da temporada. Como Rebaque e seu patrocínio da Temex estavam de bobeira, ele foi chamado para completar a temporada de 1980.

E a função de Rebaque era bem simples. Escoltar e não atrapalhar Nélson Piquet. E ele andaria em dos melhores carros do campeonato. Ele estreou no GP da Grã Bretanha e chegou em sétimo. Nos seis últimos GPs de 1980, ele teve o seu melhor resultado no Canadá, o sexto lugar. 


Em 1981, Rebaque por incrível que pareça, agradou e disputou toda a temporada de 1981. E ele teve a melhor temporada da carreira. Até porque a Brabo era o melhor chassi, assim como William e Ligê. Sim, ele teve nove abandonos, um DNQ em Mônaco - prova esta que ele nunca conseguiu disputar na carreira - mas ele teve três quartos lugares nos GPs de San Marino, Alemanha e Holanda, além de um quinto lugar no GP da Grã Bretanha. E quase faz uma dobradinha épica com Piquet no GP da Argentina, mas o motor Brabham quebrou quando ele estava em segundo lugar. E enquanto Nélson Piquet se tornava campeão mundial, Rebaque terminou em décimo, com 11 pontos.

Para 1982, Bernie resolveu tirar o escorpião do bolso e contratou Riccardo Patrese. E Rebaque resolveu se arriscar na F-Indy. E lá ele venceu uma corrida, em Road America com a Forshyte, sendo o primeiro vencedor d amítica prova americana na Indy. Mas na corrida seguinte, ele deu uma senhora pancada no oval de Michigan e se arrebentou todo. Com isso, ele resolveu se aposentar das corridas aos 27 anos.

Mas sua despedida das psitas foi na última prova extra-campeonato da F1, a corrida dos Campeões de 1983 se qualificando em décimo e abandonando a prova. 

Ele resolveu se formar em arquitetura, profissão que exerce até hoje. Por muito tempo, Rebaque era o segundo melhor mexicano da história da F1 até surgir na F1 um tal de Sérgio Pérez...


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