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Por Onde anda? Gastón Mazzacane, 'O mullet voador'

3/21/2017 F1 Fanático 0 Comentarios

 
Existem nomes que não precisam de muito tempo para deixar sua marca indelével na F1. E Este piloto, era um deles. Gastón Mazzacane, nascido em 8 de Maio de 1975, mostrou ter talento nato ao ficar em segundo na F3 Sulamericana de 1993, campeonato vencido pelo super conhecido Fernando Croceri. Depois disso, Gastón resolveu ir para a Europa, onde ganhou a famosíssima F-2000 Italiana em 1994. em 1996, ele estava na F3000 e após três anos por lá, e terminar na vigésima primeira posição no campeonato de 1998, ele conseguiu chegar à F1.

Mazzacane virou piloto de testes da gloriosa Minardi em 1999, que na tinha como dupla titular os promissores Luca Badoer (outra lenda) e Marc Gené. Em 2000, com Badoer resolvendo voltar a ser peça figurativa piloto de testes da Ferrari, Mazzacane conseguiu a vaga no fim de fevereiro depois de Giancarlo Minardi tentar vender a vaga para todo mundo e ninguém querer. Como Mazzacane tinha o pomposo patrocínio do canal PSN (Só lembra quem tem mais de 25 anos desse canal de esportes), ficou com a vaga.


Mazzacane brilhou em diversas provas, como  o oitavo lugar no GP da Europa e o décimo lugar no GP do Brasil (tinha conseguido quatro pontos se a pontuação atual estivesse em vigor naquela época) Mas um GP em especial ficou marcado na memória de todos os fãs da F1. O GP dos Estados unidos de 2000, a estreia do circuito misto de Indianápolis na F1. Mazzacane parecia possuído pelo Fangio, estava voando em décimo primeiro e em determinado momento da corrida ele chegou a ficar em terceiro! E ainda fez uma ultrapassagem lendária em Mika Hakkinen, em que o finlandês levou três voltas para passar o argentino de volta! Hakkinen ficou putaço, pois achava que o Mazzacane era retardatário, mas ele não era, estava na frente mesmo por circunstâncias da corrida louca que foi esse GP dos EUA. Por favor, veja esse momento épico:



Ele ficou tão empolgado com a disputa que quando foi entrar nos boxes ele fez isso:


E depois abandonou com problemas no motor. Mas já assombrou o mundo o suficiente com sua genialidade. Terminou a temporada sem pontos, mas conseguiu ser o terceiro piloto em quilometragem na temporada de 2000, à frente do campeão da temporada Michael Schumacher! Tá, o Gené o superou em 11 das 17 corridas, mas isso foi só um detalhe,né?

Ele resolveu buscar novos ares, já que a Minardi tinha sido vendida e um tal de Fernando Alonso foi para o seu lugar. ele testou com a Arrows, mas acabou assinando com a Prost para 2001. Equipe que, além de Prost, agora era comandada pelo o maior paydriver da história, Pedro Paulo Diniz, que apostou no argentino e seu patrocínio da PSN para melhorar a equipe, fazendo dupla com Jean Alesi.



Mas as coisas não foram boas. Gastón  só completou uma das quatro primeiras provas, um décimo segundo na Malásia e após o GP de San Marino, Prost, que não é bobo nem nada, se aproveitou em uma cláusula de desempenho no contrato de Mazzacane e ele foi sumariamente chutado para a entrada do glorioso Luciano Burti, outro gênio das pistas.

Mazzacane ficou a pé, mas apostou em uma nova equipe para 2002. Nova mesmo, a DART-Phoenix, que tinha pego o espólio da Prost, que faliu no fim de 2001, e iria disputar o campeonato de 2002. Gastón tinha contrato assinado com a equipe que seria validado assim que a equipe confirmasse sua participação no grid. O que não aconteceu e ele passou 2002 a pé, terminando o seu sonho na F1. Mazzacane foi o último argentino a disputar um GP de F1

Após sua estadia na categoria máxima, Mazzacane se arriscou em 2004 na melhor categoria de monopostos americana da história, ChampCar, pela simpática Dale Coyne. Seu melhor resultado foi um sexto lugar em Toronto, e terminou na décima sétima posição no campeonato. Em 2005, resolveu voltar para a Argentina, onde correu na Top Race e no turismo Carretera, onde está até hoje. Ele correu também na FIA GT, F-Truck Brasil, onde ficou em quinto em Fortaleza, em 2008.

Gaston Mazzacane, que temum belo sobrenome italiano que significa 'mata-cachorro' E tem o seu carinhos apelido de 'mullet voador' dado pelo saudoso pessoal do F1 Rejects. Na Argentina, Gastón tem o estranho apelido de 'Raio de média voltagem'(não perguntem o motivo, não sabemos, só próprio Mazzacane!). 

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